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Entre leituras: abril

"OS LIVROS SÃO OBJETOS TRANSCENDENTES

Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo."

 

No dia 23 de Abril se comemora internacionalmente o dia do livro, com o objetivo de suscitar uma discussão sobre esse objeto indispensável na construção de tudo aquilo que conhecemos como humanidade. Por mais que existam muitos outros suportes e possibilidades não táteis (o sabemos, no problem!) foi o livro o primeiro objeto capaz de intercambiar saberes e contaminar nações inteiras com conceitos, cenários, prosas e versos!!! Como nos diz Caetano, os livros são “objetos transcendentes” e capazes de lançar “mundos no mundo”.

Vocês sabiam, por exemplo, que o nascimento do amor romântico (esse que jamais sucumbe ou sai de moda, as flores, o peso do “eu te amo”, o sofrimento na ausência do ser amado) é sentido assim aqui no ocidente, graças às construções narrativas dos grandes romances? Sim, muito do que sentimos (pasmem!) fazem parte das construções protagonizadas pelos LIVROS! Os índios, por exemplo, não partilham conosco desses códigos já que estiveram/ estão à margem desse objeto cultural, por vários outros motivos e perspectivas.

Então, pensar a importância do livro e sua maior acessibilidade nos dias atuais é uma questão de ordem, de (re)construção narrativa de nós mesmos. É um Direito Humano, como bem nos ensinou Antônio Cândido, quando diz “não conheço ninguém que tenha tido acesso a Literatura e não tenha se tornado mais Humano” e, portanto, a literatura é um direito humano, um direito de exercermos a nossa humanidade, porquanto seres de narrativas que somos!

Ainda há muito que ser entendido sobre a importância dos livros em nosso país, nas nossas escolas e na nossa cultura. No Brasil contemporâneo, onde muitas livrarias fecham e o setor parece colapsar, projetos de leitura se tornam indispensáveis, um clarão, um horizonte para resistirmos às tempestades e (re)construirmos a Humanidade necessária à Vida!